sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O POETA PAULO


Paulo Teixeira Pinto lançou ontem no Museu Chimico, o seu livro de poesia LXXXI Poema Teorema


O ex-presidente do conselho de administração do BCP, agora presidente do conselho de administração da Guimarães Editores, que adquiriu recentemente, volta-se cada vez mais para a cultura, que já tinha um papel importante no seu trabalho, nomeadamente ao nível do mecenato naquela instituição financeira.«Não me quero exibir. Quero partilhar algo que foi sempre predominante na minha vida, mas que quando estava no BCP não podia mostrar, auto-limitava-me», admitiu, mostrando, durante uma entrevista à Agência Lusa, os muitos quadros que cobrem as paredes do seu escritório, em Lisboa.Com um percurso profissional que atravessou a docência em várias universidades, a política - como membro do XII Governo presidido por Cavaco Silva - até entrar nos quadros do BCP em meados dos anos noventa, Paulo Teixeira Pinto também se tornou conhecido pela sua ligação à organização religiosa Opus Dei, que entretanto abandonou, e, mais recentemente, como líder da Causa Real. Tal como no passado, também hoje tem pouco tempo para pintar e escrever poesia. «Mas agora tenho liberdade. Estou a pintar sistematicamente, nos últimos anos com mais método», descreveu, assumindo-se como autodidacta. «Nunca tive a pretensão de ser um pintor. E vou dar este passo contrariado, só porque várias pessoas, cuja opinião levo a sério, insistiram e motivaram-me», justificou, sobre a exposição que irá inaugurar a 29 de Abril na First Gallery, em Lisboa. Esta primeira exposição não será individual - essa irá fazê-la no início de 2009 - mas partilhando o espaço da First Gallery com o artista José Dominguez, proprietário da loja de materiais de artes plásticas «Au Petit Peintre», que celebra este ano o centenário.Desta forma, Paulo Teixeira Pinto presta «uma homenagem» à loja centenária com a qual trabalha há anos, mas sublinha que não irá ganhar nada com as eventuais vendas dos quadros. «Nunca vendi um quadro. Só os ofereci a amigos que mos pediram. Assim como nunca ganhei nada com os vários livros que já editei. Os direitos de autor são entregues na totalidade à Ajuda de Berço», uma associação à qual está ligado desde o início, e que auxilia crianças abandonadas. Na poesia, tal como na pintura, Paulo Teixeira Pinto sente que chegou o momento certo para a mostrar publicamente. «Um ponto de amadurecimento, ao fim de dez, doze anos de maturação», observa. Em Setembro irá lançar o primeiro livro de poesia pela ASA, intitulado «LXXXI - Poema Teorema», com um conjunto de poemas, todos eles com títulos e numeração em latim.A Matemática, a Filosofia, a Física, a Astrofísica atravessam tanto a poesia como a obra plástica de Paulo Teixeira Pinto, 48 anos, desde sempre fascinado pela forma como «as mesmas leis se aplicam ao infinitamente grande, e ao infinitamente pequeno, no mundo da natureza».«A natureza está escrita em linguagem matemática e por isso uso os números como expressão pictórica, uso as palavras. Não concebo uma pintura minha sem palavras», explicou sobre os seus trabalhos, que não são figurativos, mas cheios de simbologia. A criatividade plástica de Teixeira Pinto exprime-se em óleos sobre tela, nas quais usa o branco, o preto, o dourado e o prateado, em quadros com números, palavras, notas musicais. Inventa teoremas, fórmulas matemáticas, joga com paradoxos. Para o autor, o significado, o simbolismo é o mais importante, porque «a estética é a aparência das coisas».No escritório, Teixeira Pinto instalou um pequeno atelier. Ali guarda uma das suas mais recentes criações: um quadro diferente dos outros porque não tem um fundo negro mas um azul intenso, com Agustina Bessa-Luís escrito ao centro, a branco.«Vou colocá-lo na Guimarães como uma homenagem à escritora» que tem vários livros ali publicados, referiu, explicando que a ideia do azul surgiu-lhe devido a um manuscrito da autora, escrito a azul. Desta exposição pública das suas facetas de pintor e poeta, Paulo Teixeira Pinto espera apenas uma coisa: «Que olhem colocando de parte a minha imagem de banqueiro».


A reforma antecipada de Paulo Teixeira Pinto, segundo o próprio, deve-se à conclusão de um relatório de Junta Médica. Paulo Teixeira Pinto tem 47 anos. Por exercício de relatividade, num período em que as malogradas juntas médicas forçaram recentemente professoras com leucemia ao horário normal de trabalho, só posso deduzir que Paulo Teixeira Pinto tem de facto uma doença gravíssima - a cuja privacidade tem pleno direito - e desejar-lhe as mais sinceras melhoras.
Ou isso, ou precipitar-nos-íamos na conclusão que, afinal, as juntas médicas podem servir para muito mais que meros diagnósticos clínicos - e, quem sabe, interrogarmo-nos se não terá o antigo administrador do BCP alguma coisa a dizer sobre as
17 contas offshore do BCP que Vítor Constâncio "não conseguiu detectar" ...
Mais a estranhar, o "Zeitgeist" - termo tão na moda - que envolveu a audição do Presidente do Banco de Portugal, durante seis horas, na Assembleia da República, acerca deste caso. Não seria de esperar que a pesquisa dos termos "Vítor Constâncio Assembleia da República" no Google devolvesse muitos mais resultados, e bem mais actuais?

"Tenho muitas coisas na gaveta", contou ao Correio da Manhã, "e não apenas poesia", acrescentou quem já tem publicados um livro de contos, um de ensaios e um de investigação histórica (sobre D. Sebastião).

"Antes escrevia e pintava nas horas livres, mas agora vou disciplinar-me no sentido de ter horas específicas para me dedicar à escrita e à pintura. Decidi dedicar dois dias por semana a essas actividades", revelou ao CM, anunciando que, proximamente, talvez venha a escrever para teatro.
Eu também tenho muitas coisas na gaveta inclusive poemas, que após 5 anos ainda espero que sejam editados. Tive azar...não fiz carreira com Deus na Opus Dei, não fiz carreira no capitalismo como bancário, nem tão pouco adquiri uma Guimarães editora. Apenas fiz carreira no 21 para o Campo Pequeno.
Neste livro o sr. Paulo faz uma cinergia entre a poesia e equações matematicas, talvez o tenha feito aquando da sua passagem pelo BCP e se assim for estão justificadas algumas situações que nem Vitor Constancio conseguiu avaliar.
Anseio por mais pinturas, poemas, quiçá esculturas e macramé do autodidata Paulo que serão sempre um contributo inestimavel para a cultura do nosso país, país esse que proibe dividendos e proventos que sejam retirados do trabalho de quem é na teoria, reformado.
Bem hajam!

1 comentário:

QC disse...

Na sua coluna de página y mais páginas de um jornal que não me lembro o nome, Paulo Teixeira Pinto deixava lá uma mancha de tinta que prospectivava de Poesia. POESIA!? Isso. Quando no Verão de 2005 foi alertado para o facto de o Responsável do Departamento da Imagem Institucional do millennium bcp - o João Miranda (ao ter sido colocado ao corrente - em detalhe (!) - sobre o Roubo e Vandalização de um Projecto de Divulgação e Promoção da Língua Portuguesa e seus Poetas pela Delta-Cafés; empresa a quem o millennium bcp, agora pagava para ver as suas felicitações de Natal aos portugueses impressas nos Pacotes de Açúcar) - ter igualmente socorrido-se da mesma TRAMOIA para propor a campanha de Promoçãoda Fundação millennium bcp no Diário de Notícias y, assim, levar a imagem da Fundação mbcp e o seu papel de Mecenato-Cultural ao conhecimento do Cidadão Comum. Pois. Foi um enorme SILÊNCIO. Um Silêncio grosseiro, abjecto; um silêncio de Traste, de Pulha, de Cobarde; um silêncio de homem sem Eles em nenhum sítio, sem sequer saber o que isso era - o sítio onde eles devem estar e permanecer, quando a hombridade, a verticalidade, a autenticidade é a única coisa que está para pôr na arena; ali, essa arena onde o combate apenas deve usar a arma da verdade. POETA!? Ser-se poeta não é uma coisa que se compre como um curso. Pode lançar, mancha de texto atrás de mancha de texto; palavras alinhadas em filas de versos. Pode até, nem duvido, ter leitores-compradores, declamadores por encomenda de palavras que das suas bocas sairão nuas y aputanhadas. Paulo Teixeira Pinto ocultou um ROUBO à Língua Portuguesa, à Poesia e seus Poetas, para - à custa deles - também trazer proveitos para o seu Banco. Agora Transfigura-se em POETA!? Como pode tal Canalha querer ser o que nem sequer parece ser.
Quinta-feira é lançado mais um objecto-livro-abjecto que se faz passar por poesia. com a singela assinatura Paulo teeixeira Pinto.
F-se! Paulo Teixeira Pinto: nem poeta; nem De Puta Madre! F-se! A Verdade Não Prescreve!
PS.1: Esta éstoria não me foi contada. Eu vivi-A!
PS.2: Desavergonhice é um conceito do Thomas Bernhard, PTP é um exemplo dele, aplaudido por uma Sociedade Cívil temente y demente na veneração ao abjecto.
PS.3: Tentei, tentei, tentei ... contactar a comunicação Social, inclusive o Diário de Notícias todos se curvaram à desavergonhice. A desavergonhice Manda y é a enorme Rainha, a donzela de estimação.