Há poucas semanas o Brasil impôs a “Lei Seca” no país. Traduzindo, no Brasil o limite de álcool no sangue para quem conduz é de 0,2 gr/litro sangue (enquanto que em Portugal é 0,5 gr/litro sangue).
Começaram por isso as detenções dos infractores. Neste caso Genivaldo de Almeida, o motociclista, foi detido na sexta-feira da semana passada ao ser apanhado no teste de álcool com 1,1 g/l. Conforme a lei, a prisão ocorre a partir do índice 0,3 -o equivalente a dois copos de cerveja.
Na sequência desta detenção um juiz do estado de Goiás proclamou uma decisão que levanta uma série de que questões que podem ser consideradas pertinentes.
Ele acha que:
É um retrocesso para a economia “em troca de algumas almas”.
A bebida é “um elo para a resolução de pendências e negócios”. A cerveja forma com o futebol “um casal” e é uma “paixão” do brasileiro
não pode ser “escravo das leis” e que tem a obrigação de interpretar a legislação. “Não pode o indivíduo beber um copo de cerveja, ser preso, apreender o carro, ter um processo nas costas, ter antecedentes.” Para Lemos, a lei que entrou em vigor em junho é mais rígida do que a legislação contra as drogas.
No documento que determinou a libertação, ele também falou em prejuízos para a economia decorrentes da norma. “Não só para as cervejarias, mas para o comércio, isto em troca de algumas almas que, em tese, momentaneamente foram salvas de acidentes.”O juiz diz que o número de acidentes caiu após a entrada em vigor da lei porque houve, ao mesmo tempo, aumento da fiscalização. Também questiona o facto de o teste obrigar o motorista a produzir prova contra si mesmo.Neste caso o motociclista ficou preso menos de um dia, segundo a Polícia Civil. Ele foi detido na sexta-feira e já no dia seguinte pagou a fiança e foi libertado.
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1 comentário:
É, a lei seca realmente mexeu com o país. A decisão foi tomada devido ao alto índice de acidentes causados por motoristas bêbados, realmente essas mortes reduziram quase 13%. O problema é que os brasileiros têm coisas mais importantes para a polícia resolver, como o tráfico de drogas, os assaltos, homicídios, etc, etc. Além disso, a lei é muito radical e o Brasil tem poucos "bafômetros" - aparelho que mede a quantidade de álcool no sangue -, por exemplo, na minha cidade que tem 3 milhões de habitantes, há apenas 2 aparelhos! O que o governo quer com essa lei é estatística e não resolve problemas como a violência, a corrupção, a educação e por aí vai. Com relação às vendas de cerveja, realmente há bares fechando, mas a indústrias cervejeiras não reclamam, pois as pessoas estão passando a consumir mais em casa ou próximo à residência... Quem está gostando dessa mudança são as mulheres, pois agora os homens ficam mais caseiros e quando saem, têm que levar a esposa para que ela traga o carro depois da bebedeira.
Particularmente não sou uma adepta da cerveja, até acho que a punição aos motoristas bêbados deveria ser eficaz, mas se o Brasil resolvesse seus problemas sociais e educacionais, talvez nem precisasse criar uma lei como essa, pois as pessoas seriam mais conscientes de seus atos.
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