segunda-feira, 8 de setembro de 2008

MUDO

É a medo que escrevo, é a medo que penso,
É a medo que sofro e empreendo e calo,
É a medo que oiço, é a medo que falo,
É a medo que me calo e...convenço.

E a medo amo e pertenço,
É a medo que descanso no intervalo,
de outros medos enquanto resvalo,
o corpo escrutador, inquieto, tenso.

A medo passo, a medo fico,
A medo meço o pobre, meço o rico,
A medo tudo...
Que já me querem cego, surdo e MUDO!

Sem comentários: